Fazer vinte e sete anos é perceber que muitas coisas já se passaram: a adolescência, a tempestade, a depressão, a ilusão. Os dias de lutas e glorias já passaram. Já passaram os romances, as decepções amorosas, as paixões inÚTEIS.
Já tiramos um tempo para o balanço da primeira balada, do primeiro emprego, do primeiro fora que você deu e levou, o balanço da vontade de morar sozinho. Do balanço, como balança, e você só queria o equilíbrio.
Nada como analisar o passado e não entender nada do que e para que tudo aquilo aconteceu, afinal nem há mais espaço para indagações.
Fazer vinte e sete anos é simplesmente não se deixar levar com coisas fajutas. É ter vivido tantas emoções e achar que nenhuma mais vai te fazer perder o ar, engano seu. É ter lido infinitas frases prontas e mesmo depois dessas tantas frases prontas, uma, bem lá no fundo te toca: “As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem”. Ainda bem que sempre foi assim.
É acordar e ver que é 2013, ver já pré adolescentes os que nasceram no ano de 2000, é perceber que em menos de um ano muitas mudanças ocorrem, coisas estranhas, duras, ao qual somos obrigados a acostumar e em casos extremos, aceitar. Coisas do tal cotidiano.
É ter de anotar tudo para não esquecer na melhor das hipóteses ou para não se perder na pior delas. É ter de passar por coisas terríveis para captar a essência do ser humano e ver o quão são arrogantes sem nem entender a dimensão dos motivos que os levam a serem assim.
É entender que Drummond esta mais presente na sua vida do que você imagina, e na hora que você para, ri ao descobrir que tem mais de 10 textos do autor de cor gravado na memória.
É não querer pertencer a qualquer coisa que seja porque te obrigam, e sim ir atrás do que te faça feliz. É não ter medo de arriscar e de tomar decisões que aliviam tensões, ser mais louco do que o louco que te afrontou. Saber dizer “não” quantas vezes for necessário.
É ter o amadurecimento de perguntar-se sempre que se sentir pressionado: “As coisas são realmente complicadas ou a gente que complica?”
É pedir a Deus além de muita saúde, dose de serenidade, equilíbrio, paz, coragem e sabedoria!
Também ter o prazer de poder fazer aquilo que você mais ama nessa vida, e se for o seu caso também... Escrever, para tudo...
E apesar de todos os complexos, medos, erros com justificativas. Sugiro uma coisa a mim e a todos: “Seja fiel a si mesmo”.
Sandro Carvalho

Adorei!
ResponderExcluirTirando a parte de morar sozinho, é algo que sempre quis e conquistei
Vou fazer 25 ainda e já sinto um pouco de tudo o que vc falou, vamos ver como será até chegar aos meus 27...