Feliz "bodas de prata" para você

Quando se vê já se passaram vinte e cinco anos... E foram anos. Se eu viver até os 100, poderia dizer que já manuseei ¼ da minha vida. E o que aprendi?
Aprendi quase nada, mas sobretudo aprendi a sobreviver com o "quase nada", e que nesse quase nada está quase tudo e é entre esse quase nada e esse quase tudo que está o grande barato da vida, quando percebemos que vai muito além do que do que realmente é.
As mesmas datas, os mesmos dias, as mesmas comemorações. O que nos resta? INOVAR
Agora eu sei o verdadeiro significado da frase “matar um leão por dia”. Os valores se invertem e o que fazia sentido agora não me importa e o que não fazia sentido já está mais entendível.
O que há e mágico nisso tudo?
Sinto-me atraído sabe-se lá para onde.
Cada noite um calor. Cada noite, beijos, prazeres, nos diversos cenários. Rostos, corpos, toques, falas, juras... Que passam e dão lugar aos próximos, o gosto continua na boca.
A mesma angústia o mesmo tédio, estou pronto para ir a luta, daí me vem a pergunta “vou?”. Seria cômico eu sei. É incrível o poder de impulso que os sonhos exercem sobre nós. E é só (...) quando temos uma visão clara e sóbria da realidade e é só (...) quando consigo não ceder totalmente. Isso sempre acaba me deixando impressionado.
E o desespero? Habituei-me rapidamente a todos.
Cada dia que passa a esperança se renova, às vezes enfraquece às vezes ganha força, mas a alternativa para alavancá-la é recorrer ao último expediente, quando as luzes se apagam e o silêncio toma conta... Mesmo exausto ou se os olhos se fechem pelo cansaço do dia inteiro, naturalmente me vem a inspiração.
Ainda que não me sinta completamente gratificado, pelo menos fico aliviado.

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